sinalização
predial para o supremo tribunal de justiça
Arquitetos e programadores visuais:
Antonio Danilo Morais Barbosa
Carlos Roberto Troncoso
Marisa Maass
Matheus Gorovitz
Colaboradores:
arq. Antonio Rodrigues da Silva Filho
eng. Walmor Zeredo calculo estrutural
Auxiliares técnicos:
Frederico Barbosa Jr.
Luciano Portilho Troncoso
Foi necessário identificar os aspectos arquitetônicos indutores
da emoção para evitar que o projeto de sinalização
venha interferir na sua integridade.
A obra distingue-se pela unidade, seja dos elementos formais entre si como da
forma em relação ao conteúdo, daí a sensação
de singeleza (apesar da complexidade do seu programa funcional); unidade que
faculta sua apreensão como um todo e a qualifica como obra de arte. Não
tendo sido possível localizar a memória do projeto (que sempre
precede os projetos do arquiteto) tentamos reconstituir os fatores que, no nosso
entender, articulam as partes estruturando-as num sistema conferindo integridade
e beleza.
Espacialidade
A espacialidade é um dos aspectos marcantes do complexo. Sua apreensão
é tributária de deslocamentos. Os volumes arquitetônicos
articulam-se ao longo de um eixo estruturador e suporte da circulação
principal (pedestres e veículos). Este percurso ao considerar os aspectos
funcionais e simbólicos marca uma seqüência de impressões.
É esta seqüência que ao ser percorrida permite reconstituir
o conjunto. O sistema de sinalização deve aí se incorporar
reforçando esta intenção.
Atravessada a guarita de acesso, confrontamos a imensa praça que marca
o caráter público e institucional e confere a necessária
dignidade. Nela situam-se os volumes que abrigam as atividades principais do
conjunto: Tribunal Pleno, Auditório e os Plenários paramentados
pelo imenso painel em relevo de Marianne Perreti.
Na extensão coberta da praça localizam-se os acessos ao Tribunal
Pleno, Plenários, Protocolo e Agências Bancárias.
No trecho abrigado da praça o eixo se prolonga orientando e segregando
convenientemente a localização dos acessos aos blocos de gabinetes
dos ministros e administração.
A seqüência descrita se constitui no elemento fundamental para o
trabalho pois marca o modo como o usuário se desloca, determinando os
pontos onde a informação é mais necessária.
Articulação
O projeto distingue-se pela diversidade formal dos volumes. Além do material,
da técnica construtiva e da economia de meios do código estético
adotado, comparecem como fatores articuladores:
O espaço
da praça e o edifício dos Plenários articulando o Tribunal
Pleno
ao Auditório.
O eixo de circulação que cruza perpendicularmente os blocos
tangenciando as torres de circulação vertical.
A orientação dos edifícios se acomodando à topografia
natural explora os desníveis através de taludes favorecendo
a visão de conjunto. É fundamental que os suportes da sinalização
não venham aí se interpor.
Escala
A generosidade de dimensões marca a escala monumental do conjunto qualificando
seu caráter coletivo. Tal escala é enfatizada, não apenas
na praça de acesso como nos grandes vãos do bloco dos plenários
e na amplidão do espaço no nível dos pilotis, liberado
pela estrutura suspensa.
Estrutura
A linguagem arquitetônica se define no momento da escolha da técnica
construtiva e do partido estrutural adotado. Concluída a estrutura
revela-se a arquitetura. Esta orientação será um guia
seguro para a resolução dos suportes dos sinais gráficos.
Critérios de projeto
Resumindo, o sistema de sinalização deverá ter por critério:
Subordinação à arquitetura, não se impondo pela
originalidade e sim pela simplicidade e clareza - evitar o uso arbitrário
de cor e formas.
Não interferir na continuidade espacial e permeabilidade visual que
distinguem a arquitetura do STJ.
Enfatizar a idéia de sistema: explorar os recursos da modulação,
adaptação aos materiais, processos construtivos e da geometria,
evitando a particularidade de soluções pitorescas.
Sintonizar as dimensões das peças com a escala do complexo arquitetônico.
Expressar pela concisão e sobriedade, o caráter institucional
do STJ.